O Sisar foi instituído em 1996, na Bacia Hidrográfica do Acaraú e Coreaú (BAC), com sede em Sobral, com o objetivo de garantir a gestão autossustentável dos sistemas de saneamento implantados na zona rural. Suas atribuições incluem a manutenção dos sistemas, pequenas ampliações, desenvolvimento do modelo de gestão e capacitação social das comunidades atendidas. Em 2001, a Cagece expandiu o modelo de gestão para outras sete bacias hidrográficas. Atualmente, o Sisar está presente em 173 municípios do Ceará, gerenciando 2.531 comunidades e beneficiando mais de 1 milhão de pessoas — o equivalente a 55% da população rural do estado, segundo dados do IBGE (2010). Fonte: Gerência de Saneamento Rural (Gesar), outubro de 2025.
Os recursos para a implantação dos sistemas são provenientes de diferentes fontes: o banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), por meio do Programa Águas do Sertão; o Banco Mundial, via Programa São José; além de parcerias com o Ministério da Integração Nacional e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Em 2022, o Ceará se destacou como o primeiro estado brasileiro a implementar o licenciamento ambiental específico para o saneamento rural. O processo de certificação teve início em fevereiro de 2018 e foi desenvolvido com o apoio de diversos órgãos da administração pública estadual. A Resolução que estabelece o licenciamento ambiental para o saneamento rural define procedimentos, critérios e parâmetros administrativos para regulamentar a implantação e operação de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário em comunidades rurais cearenses. O principal objetivo da legislação é simplificar e acelerar os processos de licenciamento ambiental, facilitando a atuação dos órgãos governamentais e financiadores. A norma também visa desburocratizar a solicitação e obtenção da licença de operação, atribuindo essa responsabilidade às associações comunitárias e federações que gerenciam os sistemas.