A Cagece, comprometida com as questões de mudanças climáticas, elaborou seu terceiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) das unidades administrativas, estações de tratamento de esgoto e estações de tratamento de água, sendo desenvolvido a partir dos conceitos e diretrizes pelas especificações de contabilização e quantificação do Programa Brasileiro GHG Protocol e em conformidade com a ISO 14.064-1.
Nesse contexto, mudando uma redução nas emissões de GEE, a empresa está participando em dois segmentos: redução e isenção das emissões de gases. Quanto à redução estão: a compra do certificado I-REC, descrito no texto mais futuro; ações para minimizar o consumo de energia nos prédios administrativos; instalação de flares em estações de tratamento de esgoto. No que diz respeito à compensação, estão: a construção de viveiros de mudas nas instalações das ETE’s e mudas e plantios de mudas em áreas de reflorestamento, áreas degradadas e áreas de matas ciliares.
De acordo com os princípios ESG e às metas globais de desenvolvimento sustentável, a Companhia implementa ações que promovem a eficiência e a diversificação da matriz energética, e a redução de impactos ambientais. As principais iniciativas estão contempladas no item “9.2. Programas e Projetos Estratégicos” deste relatório e são elas: Energia e Geração Distribuída, Mercado Livre de Energia, Geração de Energia Renovável e Adequações Tarifárias.
A Cagece confirma a importância de controlar a emissão de fumaça preta proveniente de veículos e equipamentos a diesel, a fim de minimizar os impactos na qualidade do ar, especialmente durante obras de saneamento. Para isso, a Companhia monitora a fumaça preta utilizando como referência a Resolução CONAMA nº 418/2009 e a Portaria IBAMA nº 85/1996, que regulamentam as emissões de veículos a diesel.
O monitoramento abrange não apenas os veículos, mas também qualquer equipamento que utilize diesel como combustível. Essa prática garante o cumprimento da legislação ambiental e reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade, em especial com a meta 6 do ODS, que trata da gestão sustentável da água e do saneamento. No último ano, foi realizado o acompanhamento contínuo das obras da RMF e interiores.
A Companhia armazena, acondiciona, coleta e destina resíduos perigosos de maneira ambientalmente correta, a exemplo de lâmpadas fluorescentes, produtos químicos, sólidos contaminados com óleo (EPI’s, trapos, estopas, etc.), pilhas e baterias. Em 2024, 34,29 toneladas de resíduos sólidos perigosos foram destinadas a tratamentos específicos e adequados para empresas devidamente licenciadas. Além dessas ações, a companhia atua no fomento de práticas fundamentadas nos 3R’s da sustentabilidade.
Em 2024, a ETA-Oeste declarou uma importante certificação ambiental: o I-REC (The International REC Standard). O Certificado de Energia Renovável garante o rastreio de origem renovável, conforme padrões internacionais. No caso da ETA-Oeste, a certificação garante que a energia consumida vem de fontes hidrelétricas e eólicas, seguindo padrões internacionais rigorosos. Com essa iniciativa, a estação alcançou um abatimento de cerca de 500 toneladas de emissões de CO2.
A Cagece reforça sua contribuição para o ODS 13 – Ação contra a Mudança Global do Clima, com avanços significativos na geração de energia renovável com sua Planta Solar de 74,25kWp. Desde sua implantação, já gerou uma economia acumulada de R$ 303 mil, sendo mais de R$ 49,9 mil em 2024. Além das economias financeiras, a planta contribui diretamente para a redução de emissões de gases de efeito estufa.
A Cagece trabalha com o destino ambientalmente adequado do fluxo de óleo contaminado (OLUC) gerado em suas operações. Após a troca de óleo dos veículos e oficinas de manutenção, o OLUC é direcionado para empresas especializadas em rerrefino, garantindo que o produto seja descontaminado e reintroduzido no mercado de forma segura. Essa prática evita a poluição e a contaminação do meio ambiente, ao mesmo tempo em que promove uma economia circular. Em 2024, foram destinados 1.450 litros de OLUC para rerrefino, por meio de empresas devidamente credenciadas.
A Cagece assume seu papel na logística reversa, destinando diversos resíduos para reintegração na cadeia produtiva. Essa prática contribui para evitar o descarte inadequado e a contaminação do meio ambiente, além de reduzir a exploração de novos materiais-primas. Entre os itens destinados pela Companhia estão: pneus, cartuchos de toner, embalagens de óleo, hidrômetros e baterias de chumbo-ácido. Em 2024, a Cagece retornou ao ciclo produtivo o equivalente a 65 unidades de toners e 63,4 kg de resíduos de embalagens plásticas de processamento.
Atividade realizada há 12 anos pela Companhia, a recuperação de hidrômetros atingiu a marca de 48.892 equipamentos somente no ano de 2024. Essa iniciativa evitou o descarte de resíduos sólidos, impediu a demanda por novos equipamentos e contribuíram para a economia circular e a mitigação de emissões de GEE. A prática também se destacou pelo uso de recursos eficientes, consolidando a Cagece como uma provedora em soluções ambientais responsáveis. Além dos benefícios ambientais, a recuperação de hidrômetros gerou emprego e capacitação técnica, ampliando o impacto positivo da empresa nas comunidades.
O programa, que abrange tanto a capital quanto o interior do estado, incentiva a separação entre resíduos secos (recicláveis) e úmidos (não recicláveis), destinando os materiais recicláveis para doação a associações e cooperativas de catadores cadastrados. Para fortalecer a iniciativa e ampliar o engajamento dos colaboradores, a Cagece lançou o Desafio Recicla.